segunda-feira, 6 de abril de 2020

Mulher de 100 anos é a quarta morte por Covid-19 no Pará; estado tem 104 casos registrados

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) confirmou nesta segunda-feira (6) a morte de uma mulher de 100 anos vítima do novo coronavírus (Covid-19) no Pará. Este foi o quarto registro de óbito de um infectado pela doença no estado e o segundo de pacientes acima de 60 anos. Até o momento, o Pará registra 104 casos da Covid-19 
De acordo com a Sespa, a paciente vivia em Belém. A Secretaria não informou como a paciente contraiu o vírus, se foi um caso importado ou por transmissão comunitária.
Segundo o último boletim divulgado pela Sespa, o estado possui ainda 1.069 casos descartados; 106 em análise; e três mortes registrada pela Covid-19. 
Entre os 104 confirmados até esta segunda-feira, a maioria dos infectados está entre a faixa etária de 20 a 49 anos, com mais de 66 casos. Segundo os números, 52 dos pacientes diagnosticados são mulheres, 50 são homens e uma criança que não teve o sexo identificado. 
  • 0 a 10 anos: 1 caso
  • 11 a 19 anos: 1 caso
  • 20 a 29 anos: 20 casos
  • 30 a 39 anos: 27 casos
  • 40 a 49 anos: 19 casos (1 morte)
  • 50 a 59 anos: 14 casos (1 morte)
  • 60 a 69 anos: 11 casos
  • 71 a 100 anos: 4 caso (2 morte)
  • Idade não revelada: 7 casos
O Secretário de Saúde Pública do Pará Alberto Beltrame fez um pedido durante coletiva na noite de sexta-feira (3), para que a população do estado permaneça em casa principalmente nesse período em que a confirmação os casos dispararam. 
“Nós temos vistos gradativamente a cidade de Belém voltar a uma vida praticamente normal. As pessoas se assustaram no início e agora que é justamente o momento de ficar em casa mais do que nunca parece que as pessoas relaxaram e estão tranquilas circulando pelas ruas”, disse Beltrame. 
Segundo o secretário, o resultado dessa circulação de pessoas pelas ruas fez com que o estado tivesse um crescimento de 50% de casos confirmados em apenas um dia. Ainda segundo Beltrame, se mais casos forem confirmados a probabilidade desses casos serem graves aumenta. 
“O sistema de saúde do Pará está preparado para essa eventualidade, mas precisamos evitar a sobrecarga do serviço de saúde. Do contrário nós teremos uma triste notícia em breve e começaremos a contar as mortes no Pará”, finalizou.

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